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Futuro da Construção

Estamos passando atualmente por uma nova revolução tecnológica, chamada de quarta revolução industrial, sendo ela diferente de todas as outras revoluções industriais que já houveram. Novidades tecnológicas nas áreas de: robótica, impressão 3D, nanotecnologia, computação quântica, internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) e inteligência artificial. É apenas o início e, algumas dessas tecnologias disruptivas, já estão quebrando paradigmas, principalmente por conseguirem agregar e amplificar umas as outras, juntando as tecnologias dos mundos físico, biológico e digital.

Pode-se visualizar como as mudanças são profundas em todos os setores, como os novos modelos de negócios, surgimento de novos trabalhos, transportes e meios de comunicação. Além disso, com a tecnologia atual estamos mudando nosso comportamento, sistemas de produção e consumo.

BIM E A CONSTRUÇÃO

No mundo, a indústria da construção civil vem enfrentando uma crise generalizada por não conseguir acompanhar inovações tecnológicas. Outras indústrias possuem níveis bem superiores de eficácia, eficiência e sustentabilidade, se compararmos com a de construção. Inovações tecnológicas, e seu bom uso, podem reduzir custos e maximizar lucros.

A metodologia BIM (Building Information Modeling) está ganhando cada vez mais espaço na construção civil por oferecer oportunidades de melhorias de produtividade e economia de custos. Países como Finlândia e Reino Unido, já tornaram obrigatório o uso de softwares BIM por empresas de Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC). Em 2016, o Governo do Reino Unido visou obter uma encomia de 20% nos custos de aquisições.

Hammarlund e Josephson (1992) afirmam que decisões ou correções tomadas em fases iniciais de um empreendimento tem um custo menor, consequentemente, interferências. Mudanças que possam gerar retrabalhos notadas em fases mais avançadas acabam interferindo no custo acumulado de produção.

Figura 1 – Possibilidade de reduzir custo de falhas no decorrer do ciclo de vida da obra. (Hammarlund e Josephson 1992, p.32).

Com o BIM, o processo se tonar mais eficiente para projetar, criar, gerenciar dados e informações de um projeto de construção, com um controle de forma integrada e organizada. Com o modelo construído em um software BIM, é possível extrair quantitativos, orçamentos da edificação, dimensionar sistemas de instalações e gerar análises de incompatibilizações. Podendo obter um acompanhamento da obra em todo o seu ciclo de vida.

API (Application Programming Interface)

Empresas como a Autodesk disponibiliza a API de alguns Softwares como Revit e Navisworks. A API (Application Programming Interface) serve como uma plataforma na qual os usuários conseguem desenvolver ferramentas personalizadas e plugins, podendo assim, alcançar um maior domínio do software, melhorar fluxos de trabalhos, evitar retrabalhos, diminuir quantidade de erros e melhorar precisão em tarefas. Para o desenvolvimento das ferramentas é necessário utilizar alguma linguagem de programação como, Python, Javascript ou C#, na qual engenheiros e arquitetos não possuem, em grande  parte, conhecimento amplo na área.

É notório que utilização de ferramentas externas e Plugins podem facilitar, melhorar, agilizar o processo de elaboração, controle, gerenciamento de projetos, por isso, diversas empresas estão desenvolvendo estas ferramentas.

Portanto, a cada dia, os softwares BIM estão aperfeiçoando-se, tornando a construção mais eficiente, mais inteligente e conectada. O futuro irá pedir profissionais mais capacitados e que utilizem as informações a favor da construção.

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